Pensamentos e Devaneios do dia-a-dia
quarta-feira, fevereiro 10, 2016
sexta-feira, janeiro 30, 2009
Tentativa de gestão emoções - 2
Fugi daquele quarto... a sete pés.Impotência.
Face à criança que defronte mim está em coma.
Face à mãe, que olha o seu filho com um olhar perdido, distante, de desespero. Como que à procura de alguém mentiroso que lhe dê a mão e lhe diga "Não se preocupe, o seu filho daqui a nada está bem".
E face a isto... fugi a sete pés.
Não consegui dali tirar nada de bom, nada que pudesse ver como positivo, nem mesmo para a minha formação. Só consegui observar a crueldade de tudo o que vi.
E, simplesmente não tinha palavras. Nada de mim brutava que pudesse dizer àqueles pais.
Nada que conseguisse afastar o que o meu olhar decerto demonstrava. Pena?
Da criança, dos pais. Da situação. E até de mim... que não sou suficientemente forte para ver estas coisas.
A minha gestão de emoções foi simplesmente... fugir.
Tentativa de gestão emoções
No olhar daquela criança …vi a efemeridade de tudo.
Mente desperta, corpo adormecido. Etiologia desconhecida para uma doença crónica, neuro muscular. Extremamente hipotónica. Fracturas espontâneas. Com diminuição acentuada da sensibilidade periférica. Mas uma criança belíssima… que para sempre se verá confinada a uma cama ou uma cadeira de rodas, e sempre dependerá de uma ostomia para respirar, e de um aparelho mecânico que a ajude nas trocas gasosas.
Mente desperta, corpo adormecido. Etiologia desconhecida para uma doença crónica, neuro muscular. Extremamente hipotónica. Fracturas espontâneas. Com diminuição acentuada da sensibilidade periférica. Mas uma criança belíssima… que para sempre se verá confinada a uma cama ou uma cadeira de rodas, e sempre dependerá de uma ostomia para respirar, e de um aparelho mecânico que a ajude nas trocas gasosas.
Sorriso puro, desconcertante… Gastrostomia de alimentação…
Alegria contagiante. E a impotência, de nada poder fazer para ajudar.
Alegria contagiante. E a impotência, de nada poder fazer para ajudar.
E cá fora… as pessoas agridem-se. Berram. Matam-se.
Esquecem-se do verdadeiro valor de tudo.
Esquecem-se da alegria de ajudar. De proporcionar um sorriso.
Só querem os seus próprios sorrisos proporcionados.
E eu? Eu continuo na busca da essência, se existir.
segunda-feira, dezembro 10, 2007
Greve ás urgências!
Dª A. R., com 66 anos, Diabetes Mellitus tipo 2, HTA e múltiplos derrames oculares, dá entrada nas urgências do Hospital de Santos Silva pelas 19h do dia 7/12/2007. A.R. chega ao serviço com vómitos, e dejecta num padrão de 5 em 5 minutos, glicemia de 250, TA sistólica de 170 e diastólica de 90. Refere sentir um zumbidos na cavidade auditiva esquerda. À Dª A.R. é-lhe atribuída a pulseira amarela.
Permanece na maca, para onde a transferiram, durante cerca de 10 horas. Sempre com vómitos. Com risco de desidratação. Diabetes Mellitus. Continua a ter reflexo de vómito. Sempre a fazer esforço, tem um novo derrame ocular. Permanece sem ingerir nada. A esta hora continua à espera de ser atendida. Numa URGÊNCIA.
A.R. é minha avó.
Se nesse dia estava mal, não foi por se dirigir ao hospital que melhorou. Antes pelo contrário.
Fiquei (sendo optimista) revoltada. Não percebo como se aprende tanta coisa...e depois, na prática, trata-se as pessoas como "coisas".
Porque se fosse amigo de "fulaninho de tal", nem que estivesse com um arranhãozito na bochecha...era atendido na hora!
Permanece na maca, para onde a transferiram, durante cerca de 10 horas. Sempre com vómitos. Com risco de desidratação. Diabetes Mellitus. Continua a ter reflexo de vómito. Sempre a fazer esforço, tem um novo derrame ocular. Permanece sem ingerir nada. A esta hora continua à espera de ser atendida. Numa URGÊNCIA.
A.R. é minha avó.
Se nesse dia estava mal, não foi por se dirigir ao hospital que melhorou. Antes pelo contrário.
Fiquei (sendo optimista) revoltada. Não percebo como se aprende tanta coisa...e depois, na prática, trata-se as pessoas como "coisas".
Porque se fosse amigo de "fulaninho de tal", nem que estivesse com um arranhãozito na bochecha...era atendido na hora!
segunda-feira, novembro 19, 2007
Voar como os gansos... um objectivo de qualquer grupo!
O meu orientador de Ensino Clínico de Enfermagem na comunidade - Intervenção Comunitária ontem, como caracterização do nosso grupo de trabalho, disse-nos que nós tinhamos aprendido a trabalhar com os gansos. Fiquei intrigada. Nunca tinha ouvido essa expressão.

Quando os gansos selvagens voam em formação "V",
fazem-no a uma velocidade 70% maior do que se estivessem sozinhos.
Eles trabalham em EQUIPA.
Quando o ganso que está no ápice do "V" fica cansado,
passa para trás da formação e assume a ponta.
Eles partilham a LIDERANÇA.
Quando algum ganso diminui a velocidade,
os que vão atrás grasnam para encorar os que estão à frente.
Eles são AMIGOS.
Quando um deles, por doença ou fraqueza, sai de formação,
no mínimo um deles fica com ele a ajudando-o e protegendo-o.
Eles são SOLIDÁRIOS.
Sendo parte de uma equipa nós podemos produzir muito mais e mais rapidamente.
A qualquer altura podemos também liderar o grupo.
Palavras de encorajamento e apoio inspiram e dão energia àqueles que estão na linha de frente, ajudando-os a se manter no comando mesmo com as pressões e o cansaço do dia-a-dia.
E, finalmente, mostrar compaixão e carinho afetivo por nossos semelhantes é uma virtude que devemos cultivar em nossos corações.
Da próxima vez, ao ver uma formação de gansos voando, lembre-se:
É uma recompensa!
Um desafio!
E um privilégio ser membro!!!

Quando os gansos selvagens voam em formação "V",
fazem-no a uma velocidade 70% maior do que se estivessem sozinhos.
Eles trabalham em EQUIPA.
Quando o ganso que está no ápice do "V" fica cansado,
passa para trás da formação e assume a ponta.
Eles partilham a LIDERANÇA.
Quando algum ganso diminui a velocidade,
os que vão atrás grasnam para encorar os que estão à frente.
Eles são AMIGOS.
Quando um deles, por doença ou fraqueza, sai de formação,
no mínimo um deles fica com ele a ajudando-o e protegendo-o.
Eles são SOLIDÁRIOS.
Sendo parte de uma equipa nós podemos produzir muito mais e mais rapidamente.
A qualquer altura podemos também liderar o grupo.
Palavras de encorajamento e apoio inspiram e dão energia àqueles que estão na linha de frente, ajudando-os a se manter no comando mesmo com as pressões e o cansaço do dia-a-dia.
E, finalmente, mostrar compaixão e carinho afetivo por nossos semelhantes é uma virtude que devemos cultivar em nossos corações.
Da próxima vez, ao ver uma formação de gansos voando, lembre-se:
É uma recompensa!
Um desafio!
E um privilégio ser membro!!!
quinta-feira, julho 12, 2007
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma…

Até quando o corpo pede um pouco mais de alma…
A vida não pára!
Eu finjo ter paciência…
Era bom parar o tempo.
Pará-lo e admirar tudo assim.
Acções por terminar…
Conversas animadas, inanimadas.
Gestos nunca mais terminados.
Parar o tempo, nem que fosse por um pouco, fazer com que ele não me controlasse.
Não tomasse conta de mim.
Pará-lo…no meio de uma noite de prazer.
Para que ela nunca mais acabasse.
Pará-lo quando temos que terminar algo que nos dá tanto gozo.
Para-lo mesmo a tempo de registar tudo o que nos pode roubar.
Para-lo só para poder gravar uma imagem...
para sempre na nossa memória.
PÁRA.
PENSA.
FÁ-LO…por ti, por mim, por nós.
Porque o tempo nada é, se não tivermos tempo para nada.
O tempo não vale nada...se não tiveres com quem partilhar os momentos que fazem com que tudo valha a pena.
Para quê ter tempo, se já não houver ninguém que nos faça sorrir?
Que faça com que cada momento conte?
Porque 5 minutos fazem toda a diferença…
5 minutos são suficientes… para ganhar ou perder, para vencer ou ser derrotado, para dizer uma palavra amiga, para um abraço ou um beijo. Para um “Olá!”, um adeus… para dizer a alguém que é realmente importante para nós. Adoro-te, gosto de ti, és importante para mim… coisas que por vezes nos esquecemos no dia a dia.
Eu só quero 5 minutos… para fazer com que o tempo não se apodere de mim.
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma…
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma…
A vida não pára!
sexta-feira, abril 20, 2007
O mais importante...
segunda-feira, abril 09, 2007
Subscrever:
Comentários (Atom)

